Espaço
O “Alecrim às Flores” é um
restaurante com bar e esplanada, localizado em pleno
centro histórico da cidade de Lisboa, no prolongamento
do Bairro Alto e a meio caminho entre o Chiado e o
Cais do Sodré.
O espaço actualmente ocupado pelo restaurante
foi no passado próximo uma fundição
e antes disso aí funcionou a “Cantina
Marquês de Pombal”, prenúncio
da actual utilização feita pelo “Alecrim às
Flores”.
A reconstrução e adaptação
realizadas, sobre um espaço de matriz pombalina,
respeitaram integralmente e valorizaram os elementos
arquitectónicos da época.
Arcadas e abóbadas em pedra e tijolo-burro,
tectos de tijolo-burro em berço e lajedo da época
foram recuperados e integrados como elementos cénicos
e decorativos, conferindo ao espaço uma atmosfera
sóbria e despojada o que, associado a uma
decoração minimalista, cria um ambiente
monástico mas, ao mesmo tempo, acolhedor.
O projecto de arquitectura, da autoria do Arq.º João
Lino, valorizou os elementos arquitectónicos
pré-existentes, através da utilização
de materiais igualmente nobres como a pedra e as
madeiras exóticas, conseguindo assim um resultado
final equilibrado mas onde os contrastes entre o
moderno e o clássico são suficientemente
assinaláveis.
A decoração, a cargo de Joana Mantero
Moraes e Sofia Vaz Antunes em estreita ligação
com o Arq.º João Lino, seguiu os propósitos
do projecto de arquitectura de interiores, mantendo
o ambiente monástico do espaço mas
utilizando cores e materiais que visam dar luz, calor
e comodidade ao “Alecrim às Flores”.
O ambiente resultante deste trabalho é simpático
e acolhedor e a decoração moderna reflecte
e valoriza o carácter oitocentista da arquitectura.
Cozinha
A cozinha é internacional
de raiz mediterrânica embora com
uma influência forte e muito sensível
da cozinha tradicional portuguesa com um
toque de contemporaneidade que o nosso
Chefe, Ricardo do Canto, introduz na confecção
e apresentação de cada prato.
Recomendamos para começar os carpaccios de
bacalhau, de salmão ou de vitela com rucola ou,
alternativamente, o foie de
aves com mel e vinho Xerez.
Experimente, ainda, a pasta negra com camarão
tigre ou o bife do lombo grelhado com vinagre balsâmico
e rucola.
Finalmente, conclua com o imperdível gelado
do Eusébio, uma surpresa com chocolate de
duas texturas, natas e morango ou frutos do bosque.
História
“A quadratura do círculo”
O projecto “Alecrim às
Flores” surgiu de uma conversa entre
dois amigos, Domingos Telles da Gama e
Carlos Vaz Antunes. O primeiro, como cozinheiro,
tinha o “saber fazer” e a experiência
de restauração e o segundo,
o espaço.
O objectivo, definido por ambos, era criar um pequeno
restaurante de cozinha de inspiração
mediterrânica de bom nível com uma qualidade
de serviço média/alta num espaço
bonito, apelativo e onde apetecesse ficar.
Onde, igualmente, a decoração e os
materiais empregues fossem de muita qualidade e com
um mise-en-place irrepreensível.
Finalmente, um projecto que, oferecendo tudo isto,
pudesse vir a ser reconhecido como um restaurante
com um preço-médio baixo.
Numa palavra, procurávamos “a quadratura
do círculo”. Estamos, hoje, convencidos
de que já a encontrámos.
Numa fase de pré-abertura e, com a saída
de Domingos Telles da Gama do projecto, por razões
profissionais, entrou para a sociedade e para o “Alecrim às
Flores” um, também, amigo comum, João
Mantero Moraes que fazendo jus às suas origens
e à responsabilidade como Gerente do projecto,
introduziu um acento alentejano no conceito em desenvolvimento.
Tendo aberto ao público no dia 6 de Outubro
de 2003, verificamos já, e com satisfação,
que o “Alecrim às Flores” é conhecido
de muitos e reconhecido por grande parte destes como
uma referência da restauração
de Lisboa.
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